A Sociedade dos Jovens

A Sociedade dos Jovens

Estratégia educacional

 

Há muito tempo se comenta e se discute sobre um dos fatores mais preocupantes dos pais, em todas gerações, que é sobre o futuro dos filhos, e isso, inclui o delírio das dúvidas: Como pode-se determinar um tipo, uma estratégia ideal para a criação e educação dos filhos?

Em primeiro plano na linha das atitudes fins definir opção mais coerente está a obrigação de se levar em conta o fator “disponibilidade de tempo” para acompanhar o processo educativo, visto que, antigamente, o pai saia para o trabalho e a mãe se dispunha de tempo integral para acompanhar os passos dos filhos. E isso foi, aos poucos, modificando com a maior frequência das mulheres também tendo que trabalhar afim de se conquistar um staff à altura de dar melhores condições de vida aos descendentes, visto que a educação em si exige, o que todos sabem, de um grau de estudo suficiente para melhor desempenho dos filhos no campo profissional, e, consequentemente no poder ter uma vida melhor, com mais abundância.

Não bastasse esse fato de os pais, pai e mãe, terem que se ausentar quase que o dia todo para trabalhar, surge agora o refúgio dos filhos para a zona virtual, onde a vida é mais interessante para eles, onde eles conseguem autonomia e liberdade para decidir o que querem, para instituir suas preferências e aptidões, sem interferência e controle dos pais.

Ainda há, nesse processo, a existência de outra interferência importante, que é a presença, às vezes constante, dos avós, que por necessidade vêm substituir os pais, promovendo uma educação diferenciada, com resultados menos atrativos às condições cobradas e exigidas pela sociedade moderna.

Com essas divergências e impossibilidades oriundas dos novos tipos de comportamento humano os pais se colocam como vítimas, responsabilizando a sociedade e o desenvolvimento tecnológico como os causadores e resultantes das más criações, culpados pelos filhos alheios à realidade, culpados pelos filhos drogados, viciados e envolvidos em situações sinistras, ocasionando com isso, muitas tristezas aos pais e avós, que, angustiados, veem filhos e netos seguirem caminhos nunca desejados por eles, já que sempre sonharam e almejaram vê-los num processo progressivo bom, honestos, estudiosos, engajados no trabalho e honrados, e, acima de tudo, educados em seus relacionamentos.

Surge aí outra circunstância que promove a incompetência dos pais na criação dos filhos, que só pode ser notada e percebida, quando a criança cresce e começa a se mostrar para o mundo como “pessoa autônoma”, distinta e individual, tomando decisões e expondo aptidões que, por muitas vezes, contrariam a tudo e a todos. Esse fator que incomoda muito, está justamente na formação do “caráter” que incidirá diretamente na qualidade da “índole” da pessoa. A índole é moldada pelo caráter, cuja formação pode ser induzida, instruída e direcionada para o caminho do bem, enquanto a índole, depois de assumida, torna-se incontrolável, mesmo que haja na família bons exemplos de comportamento e educação a serem seguidos.

Enfim, não há como definir uma estratégia, estruturalmente infalível, capaz de direcionar e instruir pais na criação perfeita dos filhos, proporcionando a possibilidade de proverem um futuro seguro e promissor àqueles que estimam, já que existirão todas essas interferências acima mencionadas. Mas a maior influência negativa está no fator “ausência”, quando mesmo presentes os pais não oferecem abertura para o diálogo ou, simplesmente, ignoram as questões e propostas dos filhos que apresentam inúmeras dúvidas e precisam de orientações e conselhos para melhor escolherem seus caminhos.

Porém, o mais sensato e coerente é que se procurem diminuir o grau de influências negativas possíveis de controle como, ser mais presente, evitar que os filhos se tornem alienados no virtual e que ajudem os avós num discernimento mais educativo que emotivo no “tomar conta dos netos”.


A MAGIA DAS TELAS

 


 

            Durante a infância as crianças costumavam se divertir de muitas maneiras, de diversas formas e agora, com alterações comportamentais e culturais, elas passam a usufruírem, praticamente, de somente duas alternativas: da interatividade com os celulares e com a comodidade das telas grandes dos televisores, ambas alternativas oferecendo uma gama enorme de distração. Para alguns autodidatas essas duas alternativas são consideradas como “verdadeiras drogas” porque viciam os usuários de tal forma que ficam dominados, inertes à frente das telas.

            Ao considerar tais explanações, conclui-se de que o problema não está nas crianças de quererem, até de forma dura, absolutista e impositiva, ficar à frente das telas, mas isso ocorre devido a um problema cultural e social, sendo que, os pais e mães precisam gastarem seus tempos para o trabalho afim de suprirem os gastos com a família e acabam deixando seus filhos à mercê de outros familiares que também não dispõem de tempo integral para a lida na educação e cuidados dos pequenos, e aí entra então a salvação, que é justamente deixar as crianças quietinhas focadas nas telas. 

            A solução, sabe-se, pode ser trágica, com efeitos fortemente negativos, porque através das telas surgem tipos e estilos de educação que ferem os conceitos da boa índole e da formação do caráter, mesmo sendo isso feito de modo implícito, mas que possuem uma força de dissuasão muito superior às possíveis investidas da família para bem educar as crianças. A disputa de injetar valores às crianças é muito injusta porque a interatividade com as telas sempre supera as expectativas e suprime demasiadamente o esforço familiar gerando uma crise de estafa e atritos quando familiares tentam tirar as crianças do contato com as telas. Aí as crianças, literalmente, “lutam” e não admitem essa separação, tornando o ambiente e o relacionamento entre eles, tumultuados, obrigando às vezes, o uso da força para conseguir dominar os menores.

            Fatos revelam que, em muitos casos, o problema se agrava porque os pais e familiares adultos vivem colados na telinha dos celulares e das tevês promovendo a curiosidade dos pequenos que procuram descobrir o porquê dos adultos serem demais envolvidos com as tecnologias e, lógico, também querem usufruir desse passa tempo atrativo. Se há grande preocupação de os adultos não saberem discernir o que é bom ou ruim nas telas, quanto mais os menores que são mais curiosos e vão apertando e tocando todas teclas e ícones que aparecem, sem a preocupação de perderem algo ou de acrescentar algo ruim, tornando o risco para eles, maior.


Inteligência Artificial na infância.

 

A educação infantil está deixando os pais desesperados por não conseguirem superar as dificuldades apresentadas quanto ao controle no uso excessivo dos celulares. Muitas são as opiniões que diferem caso a caso, principalmente, devido ao comportamento “mau exemplar” dos pais que também têm e expõem o uso excessivo do aparelho, servindo assim, de exemplo para que os filhos sigam e adotem os mesmos hábitos e costumes deles.

Por outro lado, há opiniões de que /filhos precisam fazer parte desta nova geração que debruça sobre as telinhas quase o dia todo, e que acham, no caso das meninas, um sucesso andar com os celulares nos bolsos traseiros das calças, como se fosse um símbolo de modernidade, ou como obrigação para demonstrar que faz parte de um grupo atualizado e ligado aos avanços tecnológicos que os diferenciam das gerações mais antigas. Para algumas facções paternistas, se coibirem o uso dos celulares dos filhos, eles terão prejuízos futuros por não terem as condições de equipararem seus conhecimentos com os jovens que passaram a usar celulares desde cedo, isto, devido fato de no futuro, como já é atualmente, ser exigido conhecimento e prática das tecnologias avançadas como a Inteligência Artificial, que está mudando tudo na órbita de relacionamento pessoal e intelectual.

Numa análise mais precisa e visualista, tem os pais que têm ciência dos problemas futuros que advirão do excesso no uso dos celulares, começando com o “vício” incontrolável que resultará no isolamento da criança com relação ao “mundo real”, além de possíveis danos com relação à visão/olhos, possíveis riscos de adesão a ideais absurdos ou sofrer influências negativas que possam prejudicar seu desenvolvimento sócio e intelecto.

Em síntese, os pais atuais estão entre a cruz e a espada porque não sabem qual metodologia educacional adotar. Se não deixam as crianças desenvolverem o costume de usar os celulares, essas poderão ficar prejudicadas nas competições futuras por posições onde há disputas. Se deixam usar livremente, poderão ter no futuro, jovens desajustados socialmente devido a influências negativas que possam assimilar e/ou adotar.

Na realidade, busca-se hoje, um consenso sobre a questão, analisando os resultados de pesquisas sobre o tema, cuja perspectiva já anuncia que as crianças têm um tempo certo para assimilar tais avanços tecnológicos, ou seja, têm um tempo certo para começar a usar os celulares e, principalmente, um tempo certo para começar a se inteirar de alguns temas e assuntos expostos livremente na net, que possam afetar seus conceitos de vida. Outro fato negativo está no vício em jogos, que tiram suas participações no seio da família, e que fazem com que passem muito tempo alienados na telinha, sem perceberem os acontecimentos ao seu redor, deixando, inclusive, de viverem a realidade em que há contatos diretos com as pessoas, com as coisas e com o mundo real, além dos reflexos relativos à suas participações no meio escolar.


Inteligência Artificial

               

               Deparamos atualmente com uma infinidade de novidades que aparentam ser vantajosas e interessantes, porém, acabamos concluindo que são novidades assustadoras. Isso por serem, realmente, novidades, e se são novidades, são desconhecidas, inovadoras e incomodantes, que mechem com nossa estável maneira de conduzir os rumos de nosso dia-a-dia, que antes, se resumia em aprendizados e conhecimentos fomentados pelo rádio, ou pela televisão, e agora, de forma vertiginosamente, em grande volume nas palmas de nossas mãos, pelo celular, que envolve e desgasta o que temos de mais precioso... o nosso tempo.

            O celular absorveu as funções de muitos equipamentos, hoje obsoletos, e agora está prestes a substituir uma das “coisas” que temos de mais sagrada, e que nos diferencia de todos animais, que é a capacidade de “raciocínio”. Estamos agora nos envolvendo e deixando nos envolver com as dominadoras funções da “Inteligência Artificial”, que nada mais é que o agrupamento de vários aplicativos de internet instrumentalizados para gerar a capacidade de se realizar tarefas utilizando algoritmos que simulam o raciocínio humanos, com base nas informações injetadas via internet.

            O exemplo mais simples para entender a função da IA (Inteligência Artificial), está na capacidade de certos equipamentos eletrônicos ligados na internet executarem “ordens”, como numa casa equipada com IA, onde a pessoa chega e pede para ligar a luz e a luz se acende, ou pede para o aparelho de som tocar músicas da Madona e ele toca. Mas a IA vai muito mais além dessas funções, que são simples. Está também na indústria comandando robôs que são dotados de um programa de aprendizado de máquinas e que podem até superar a linha de raciocínio do homem.

            Mas a IA faz muitas coisas mais, como o processamento de linguagem natural ou de áudio e voz dando condições de se montar um vídeo com o rosto do Luan Santana cantando com a voz do Roberto Carlos e há indícios de que tem gente ganhando nos jogos de loteria usando a IA para obter estatísticas mais prováveis de resultados.

            Aí, vem um problema...  O professor pede aos alunos para realizarem uma pesquisa sobre determinado tema/assunto, e eles vão direto nos aplicativos de IA e pronto, é só imprimir ou copiar.

            Os principais geradores de conteúdos de IA gratuitos são: Copy.ai, Rytr, Writesonic e o ChatGPT, ambos abrangendo vários setores de aplicação, atendendo suas ordens como se fosse uma “Alexa” universal, com resposta para tudo. A IA na verdade é o agrupamento de todos saberes humanos que são lançados na internet formando uma “atuação no campo da ciência da computação que se dedica ao estudo e ao desenvolvimento de máquinas e programas computacionais capazes de reproduzir o comportamento humano na tomada de decisões e na realização de tarefas, desde as mais simples até as mais complexas”. (Brasilescola).

“Reflexão sobre o Eu”

 



        Acabei descobrindo que não conheço direito, mesmo depois de tantos anos, como é a relação correta entre as pessoas, e só descobri que somos todos muito voláteis (inconstantes ou instáveis), ou coisa parecida, isto, porque a cada etapa da vida, a cada instante e a cada contexto, o ser humano assume uma postura diferente, visando apenas a satisfazer seu ego, sem prestar atenção nas outras pessoas envolvidas que analisam a situação de forma diferente, num foco também pessoal.

(Bernardo Eustáchio)




SERES PRIVILEGIADOS

A sociedade brasileira está vivendo um período, ou, um ciclo, no qual transbordam inúmeras dúvidas e incertezas com relação a todos desenvolvimentos humanos presentes no cotidiano, abrangendo todos setores e ambientes: política, social, funcional, saúde, educacional e o principal, que é a desvalorização e descentralização da família como um eixo importante e necessário para união e harmonização dentre as pessoas.

            Parte da sociedade com características culturais mais fortes sofre mais por não conseguirem estipular uma forma ou maneira de adotar posicionamento de coesão com as consequentes mudanças comportamentais, ou seja, não conseguem “aprovar e/ou aceitar” as mutações sociais que atingem, atualmente, um dos seus mais elevados graus de mudanças, que são aleatoriamente denominadas de novidades, ou, algumas, por alguns, de atrocidades.

            Nos meios de comunicação ressaltam o valor da geração de pessoas nascidas nas décadas de 40, 50 e 60, a geração Baby Boomers, justamente por terem essas pessoas vivido as maiores “transformações desenvolvimentistas” da humanidade, por terem nascidos ao som dos rádios, assistido televisores em preto e branco e alcançado o privilégio de poder ver fotos do nosso sistema solar e vários planetas distantes, além de viverem o desenvolvimento tecnológico com a informática e a introdução da IA (inteligência artificial) que já está influenciando todos seguimentos da sociedade. Trata-se também de uma geração que vive e viveu por dois milênios diferentes e ainda encarou uma das maiores pandemias da história.

            As adversidades das últimas décadas são muito fortes, obrigando a todos terem um “bom senso” firme e consciente para não pirarem, porque sem um equilíbrio mental seguro as noções de comportamento social se divergem e surgem então as desestruturações da família, resultando num “abalo sísmico” na estrutura social comum. Isso tudo ocorre de uma maneira até sorrateira, porque evolui de uma forma muito rápida, na velocidade da luz, pelas vielas, ruas e estradas virtuais da internet.
            As promoções de formas de vida social hoje surgem aos montes, cada uma com uma expressividade quase sem limites, sem abortar/tirar possíveis absurdos que, mesmo sendo absurdos, ainda assim são absorvidos e praticados com a maior deliberação, como uma coisa normal e essa é uma das principais características do homem atual: para essa geração se consagrar, só falta ter o privilégio de ter “contato imediato” com seres extraterrestres e passearem pelo tempo e espaço “teletransportados”.

 

Companhia Virtual

 

      As pessoas adultas vivem angustiadas por estarem dominadas pela relação incontrolada e incontrolável dos aparelhos celulares, pois que, todas suas atividades estão armazenadas em alguns bytes na memória deles. É preciso usá-lo para ver as horas, as datas, os recados dos aplicativos sociais, as notícias dos jornais, usá-lo como despertador, calculadora, cronômetro, ouvir músicas, rádios, ver televisão, vender ou comprar alguma coisa, checar seus movimentos financeiros nos bancos, passar ou receber informações sobre seu trabalho, usá-lo como telefone e outras finalidades que tornam o celular um aparelho inseparável, indispensável e constante em todos momentos de um adulto, sem levar em conta do seu uso como máquina fotográfica e estúdio de edição de fotos e selfies.

      Com tantas atividades o celular acaba ocupando todo o tempo das pessoas causando, o que podemos nomear de “isolamento virtual”, porque não sobra tempo para o contato real das pessoas, principalmente entre os familiares, situação que pode ser visualizada pelo quadro/imagem, onde se vê uma criança sentada em meio à vários brinquedos e tentando através de uma leve cutucada, chamar a atenção de um adulto, talvez pai ou mãe, que está sentado ao seu lado, mas concentrado num celular, ao invés de estarem se interagindo, brincando com ela.

       Conclui-se ser esse um dos fatores mais significativos numa possível atribulação no relacionamento das pessoas, que já acontece de forma quase ilusória, sem muita relevância, porque quando se precisa de um amigo, quando se precisa de alguém como companhia ou quando se precisa de alguém para tirar alguma dúvida, vai-se no celular. Nele tem tudo que se precisa. Basta procurar no Google!

    Até aí pode-se afirmar verdadeiras as hipóteses, que, porém, apresentam uma situação de convivência que ainda não foi assimilada por todos e principalmente pelas crianças que só passam a idolatrar os celulares porque são induzidos a isso, já que tudo que aprendem, são não mais e nada menos, que cópias das atitudes que visualizam e aprendem com os adultos. Para as crianças, se isolarem virtualmente nas telas dos celulares torna-se um procedimento que acontece deliberadamente, sem necessidade de cursos ou discursos, elas passam a gostar tanto disso, em função de verem o quanto que os adultos gostam.

Novas gerações e seus comportamentos

 

       A presença dos jovens nas escolas continua sendo efetiva, visto à cobrança das entidades governamentais, porém, essa presença não tem sido aproveitada como se gostaria, ou que se queria, porque os jovens, em boa parte, vão à escola com vários objetivos, senão o principal, que é de se interagir com colegas e professores com a finalidade de se aprender coisas boas, interessantes, cognitivas.

        Apesar da promoção, já a alguns anos, da importância da empatia e a luta contra o bulliyng, os jovens estão com um comportamento muito voltado para a violência moral, principalmente, através da "zoação", e tal zoação reflete plenamente os efeitos do bulliyng, deixando transparecer a desigualdade entre os jovens mais tímidos, educados e introvertidos e os mais atirados, maliciosos e abusados que aproveitam da situação para influenciar negativamente na autoestima daqueles mais meigos.

        Entra aí a questão da relação escola e família. Na família o jovem
tem uma deficiência em sua educação, consequência do distanciamento dentre seus componentes, já que todos se dispersam indo para a escola ou para o trabalho. O tempo de convivência familiar está muito reduzido, a tal ponto que os pais não conseguem exercer direito a sua função de transmissores de orientações para que haja uma melhor formação do caráter, personalidade e educação moral dos filhos.

        Esses fatores juntos, empobrecem a qualidade de vida intelectual dos jovens, com a perda, não só em casa, no lar, como também nas escolas, com um desenvolvimento prejudicado pelo isolamento, e talvez salvo um pouco, quando esses jovens fazem um bom uso daqueles que se tornaram um dos seus companheiros diletos, os celulares, que também podem ser problemas.

Aluno ou Estudante


 

        Há várias teorias criadas para diferenciar esses dois substantivos comuns, aluno e estudante, comuns também porque ambos se referem ao mesmo grupo de pessoas, as pessoas que frequentam relativos ambientes com a intenção e intuito de aprimorarem seus conhecimentos. Mas, com o passar do tempo, essas duas classes de pessoas vêm se divergindo, se separando e, às vezes, se tomando direções e posições controversas, distintas.

           

            Com relação ao “aluno”, considera-se as pessoas que se inserem no contexto de salas de aula, no ambiente escolar, em grande parte, como obrigação e/ou imposição da família e da sociedade, afim de que sejam considerados/classificados como alfabetizados, ou apenas para que possuam um diploma.

            Com relação ao “estudante”, este diferencia dos outros por se tratar de pessoas que aderem a ideia e o objetivo de adquirirem conhecimentos em grau e número superior ao que se assimila como aluno. Distingue-se por tornar o hábito e ato de estudar em um objetivo maior, para que consiga uma classificação social e cultural de destaque.

          


 
O aluno estuda mais para ser aprovado ano-a-ano, nos ensinos do primário ao ensino médio, ou, às vezes, até a graduação, mas o estudante não quer parar aí, ele continua lutando por novos conhecimentos, conhecimentos que o favoreça no âmbito complexo do mercado de trabalho, afim de se tornar cidadão que corresponda às ansiedades, necessidades e expectativas da sociedade em que está inserido.         O que leva à conclusão de que “aluno” são muitos, mas “estudante” são poucos, e por isso se tornando um grupo seleto, especialista em lutar em prol da formação e construção de um mundo melhor, de forma globalizada. O aluno, por outro lado, tem um objetivo mais individualista.

As máscaras caíram!

             

   Foram mais de dois anos traçados pela impotência dos seres humanos de poderem mostrar com liberdade e clareza seus rostos, suas faces, seus sorrisos, e agora, com uma sensível degradação dos efeitos “covidianos”, voltam a se mostrarem abertamente uns para os outros, abolindo o uso das máscaras. Isso sem deixar de ressaltar o caso da China, onde a cidade de Xangai, com mais de 25 milhões de habitantes, ainda está de quarentena, com a população confinada, isolada, usando de forma obrigatória e necessária, as benditas das máscaras, já que por lá ainda há uma onda de contaminação da covid-19, e lá, por tradição, como uma população que leva muito a sério tudo que faz, ainda estão sem poder ter contatos ou participações em encontros, mesmo em família, a fim de conseguirem zerar o número de infectados, com a bandeira “Covid Zero”.

            Aqui na terra de Cabral já se pode andar sem as máscaras e adentrar em ambientes fechados como supermercados, lojas ou bares, ficando exigido o uso somente em locais onde há margens mais acentuadas do perigo da contaminação, principalmente hospitais e farmácias. Mesmo assim se vê pelas ruas muita gente usando máscaras, porque querem evitar uma contaminação surpresa, já que ainda se tem registro de várias pessoas infectadas, incluindo em Lavras, onde há uma média razoável de contaminações por dia. A realidade é que a máscara ajuda na prevenção, diminuindo as chances de contaminação, já que o vírus é transmitido por meio da tosse, da fala ou qualquer respiração próxima, que possa expelir gotículas de salivas pelo ar. O pior é que vários estudos recentes apontam que essa nuvem de gotículas da saliva pode ser lançada a grandes distâncias, e que o vírus pode permanecer no ambiente até por 15 minutos.

            Por essas agravantes registradas e apuradas muitos governadores e prefeitos emitiram editais liberando o uso das máscaras, excetuando alguns locais, como já foi mencionado, mas o maior impacto para os conhecedores do assunto foi sem dúvida o caso das escolas, onde se aglomera um número muito grande de pessoas. Milhares de alunos, professores e trabalhadores na área da educação estão expostos ao vírus, já que não estão usando mais as máscaras e as aproximações entre os alunos é bem significativa, isto baseando-se no grande número de alunos que se tem dentro de uma sala de aula. Normalmente, mais de 30 alunos em uma sala, às vezes com pouca ventilação.

            Para causar mais estranheza e preocupação, além do descarte das máscaras, também está praticamente eliminado o uso do álcool nas mãos. Isso em quase todos setores, incluindo nas agências bancárias, onde o fluxo de pessoas, de diversos ramos de atividades se juntam e manuseiam as mesmas máquinas eletrônicas e usam a mesma maçaneta das portas para entrar e sair. Tanto nas aglomerações de pessoas nos bancos como nas salas de aula, são grandes os riscos de contaminação, e os números não voltam a crescer tanto, talvez devido à uma parada no número de proliferação do vírus que já sofreu várias mutações e está num estágio menos avassalador, com sequelas mais amenas.

            Atualmente, somente a China mantem a quarentena, enquanto todos os outros países do mundo já começam a desobrigar o uso das máscaras e do álcool, dando sinal de que a pandemia já acabou, o que não é a realidade, pois que, ainda são registrados muitos casos de contaminação, mesmo sem causar muitas mortes.

O Coronavírus nas escolas

 

            Um dos grandes problemas gerados pela pandemia desse novo coronavírus, depois da saúde hospitalar, vem sendo o “ensino escolar”, que até o momento não teve condições de voltar ao normal. Queira ou não admitir, aconteceram muitas evasões e muitos alunos ausentes, tanto nas aulas presenciais como nas aulas onlines/virtuais, durante mais de um ano, desde março de 2.020, quando foram fechadas todas escolas.

            De acordo com apurações vinculadas na mídia, dá-se graças a Deus porque o coronavírus atingiu, de forma mais grave, a população idosa, e não afetou muito aos jovens e crianças, que permaneceram também de quarentena afim de não contraírem o vírus e tornarem possíveis transmissores desse mau. Porém, há de convir que os estudantes, todos, tiveram um grande prejuízo intelectual, mesmo aqueles que participaram efetivamente das aulas onlines, pois, grande parte do conhecimento adquirido vem dos contatos pessoais, dos contatos diretos entre colegas e professores, com os ensinamentos dentro de sala de aula. Não se pode comparar uma aula online com uma presencial, pois a comunicação em si acontece de várias formas, tanto no uso da linguagem verbal, que é usando das palavras, como do uso da linguagem não-verbal, que é o uso de gestos, sinais, figuras, desenhos, cores e muitos outros meios principalmente quando a comunicação exige exemplificações e interferências corretivas quanto aos conceitos e definições de um tema/assunto em pauta.

            Agora com uma boa queda nos índices de incidência da Covid-19, as escolas estão trabalhando no modelo “híbrido”, que é ao mesmo tempo, oferecendo o ensino nas salas de aula (presenciais) e o ensino à distância (online), numa tentativa de suprir a defasagem desse grande período de abstinência escolar. Olhando o problema num contexto geral pode-se afirmar que a tentativa é válida, mas insuficiente para agregar todos fatores necessários para o desenvolvimento intelectual das crianças e jovens num índice de aprendizagem satisfatório. Os alunos que possuem condições financeiras para possuir um celular, um notebook ou um desktop e ainda ter em casa um bom sinal de Wi-fi, esses provavelmente obterão um grau de aprendizado melhor, enquanto a maioria que infelizmente não possuem tais condições, sofrem grande perda porque é muito tempo afastados dos livros, das salas de aula e dos professores.

            A realidade ainda está sendo estudada e analisada para se chegar a um resultado de quão enorme foi a decadência educacional com esse tempo perdido, e quanto deficiente será o desenvolvimento dos alunos no decorrer dos próximos anos. Para isso será de muita importância os resultados das avaliações diagnósticas aplicadas pelo Governo, provas do SAEB, do PROEB e do PROALFA, aplicadas esse mês para os estudantes de 2ºs, 5ºs e 9ºs anos. São avaliações externas que apontarão o grau de habilidades dos alunos nas principais disciplinas, português e matemática. Depois de apurado resultado dessas avaliações se poderá montar um gráfico com as linhas do saber e do conhecimento didático dos estudantes, podendo então, realizar uma nova previsão, uma nova metodologia de ensino de recuperação, de avanço para uma estabilidade normal, que já não era muito boa, em relação a outros países.

O fim da pandemia

            Tudo teve início em dezembro de 2.019, mais precisamente no dia 8, quando foram registrados os primeiros casos do novo coronavírus na cidade de Wuhan, na China, e tudo indica que o vírus surgiu através de algum tipo de animal que comercializado num mercado atacadista daquela cidade, já que todos os infectados eram frequentadores desse mercado popular.

            Em janeiro de 2.020 a OMS – Organização Mundial de Saúde admitiu a presença do vírus e anunciou a constatação de uma epidemia, que é a infecção de várias pessoas em locais regionais determinados ou em comunidades distintas, passando logo depois, a anunciar o surto como “pandemia”, que é a presença do vírus em âmbito mundial. Foi também em janeiro que os laboratórios conseguiram identificar o “código genético” do novo coronavírus, o que favoreceu o início da indústria das vacinas.


            Foi em fevereiro de 2.020, mais precisamente no dia 26, a confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil, um paciente homem de 61 anos que veio da Itália para São Paulo. Além do Brasil, mais oito países já haviam registrado casos: Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália e Malásia. E daí para frente o problema só foi aumentando, fugindo aos controles dos setores epidemiológicos e alcançando altos números de casos e de mortes, chegando hoje - 22.11.21 - a mais de 613 mil mortes.

            A situação mais drástica mesmo para a população mundial, foi a epidemia da “Peste Negra” ou da “Peste Bubônica”, transmitida por uma bactéria espalhada pela pulga do rato que matou um terço da população da Europa e Ásia, estimada em 75 milhões de pessoas em meados do século XIV. Em se considerando o número de mortes, a pandemia da Covid-19 atingiu todos países do mundo, e mesmo assim não tivemos tantas mortes como as mortes da Peste Negra, isso por causa dos avanços científicos, incluindo os meios de comunicação, as mídias, a internet e, é claro, os avanços da medicina laboratorial que conseguiu em tempo recorde criar vacinas imunizadoras e preventivas contra a doença causada pelo Covid-19.

            Os registros mostram que, de tempo em tempo, surgem novas ameaças de vírus e bactérias provocando mortes aos seres humanos, mas mostram também que nossos cientistas já conseguiram vacinas eficazes contra o Covid-19, porém, mostram problemas sérios, como a desinformação, que é a geração de informações erradas e infundadas, que vão contra a única certeza que temos, de que “a vacina é a melhor arma que temos para nos livrarmos da covid-19”.

            Por outro lado, é preciso que todos conscientizem-se de que a Covid-19 não vai acabar tão cedo, não será erradicada com facilidade, e o jeito será todos continuando na pratica da prevenção usando o álcool nas mãos, a máscara no rosto e possíveis distanciamentos. O fim da pandemia ainda não chegou. 

 O poder do invisível


            Uma força estranha surgiu no ar, vindo de não se sabe donde, indo para não se sabe onde.

            Arremessando fontes de matérias contagiosas

Crônica da reclusão




Somente pela janela, ou numa rápida abertura da porta da sala, vê-se algum movimento extra nas ruas, e, olhando de lá e de cá, procura-se ver se existe mais algum tipo de alteração da paisagem estática e imóvel, procurando enxergar alguma pessoa atrevida passando com rumos obscuros, já que são poucos os locais onde se pode ir. Ao longe, no final do alcance da vista e antes da virada da rua, ainda assim, numa vasta e ampla  passarela, vislumbra a paradeza e silenciosa maratona da quarentena imposta, talvez pela natureza, ou talvez, pela natureza curiosa e descuidada dos homens, ou ainda, simplificando, pela incontrolável infecção por um vírus quase transparente e inútil à vista nua, mas que impõe sem sutileza alguma, necessidades de controle e descontrole na luta contra a morte.


            Num tempo de céu límpido, outono, onde se vê quase que somente o sol, e a lua que ainda trafega sonolentamente a meio a esparsas e frágeis nuvens quase brancas, é o que se pode ver  quando se alça os olhares para cima, em busca talvez, de um sinal divino que possa chuviscar ideias brilhantes aos cientistas que procuram uma fórmula mágica para estancar e minimizar a produção de tantas tumbas repentinas e ataúdes sem nenhuma lápide com dizeres de paixão e compaixão.

Até a alegria das crianças aparece menor e contida a meio tanto sofrimento existente nos olhares dos adultos que compreendem a realidade sem a aceitar e que imploram aos Deuses e anjos para distrair a desgraça em outros lares, que não os seus, afim de que não morram precocemente. Até nas falas e sorrisos vê-se a imposição do medo em se contrair tal mal que se alastra como alimento saudável, alimentando famintos pela vida, mas que, sorrateiramente, alimenta a derradeira morte insana de se perder o que não se precisa ganhar... o ar.

E, ao olhar ao seu redor, pior, o temor de ver seu espaço tido como moradia, sujeito a hospedar visita nunca ilustre e perigosa de um demoníaco estranho que traz junto sinais de separação e condenação à morte. Então, o canto da casa mais procurado e seguro é onde se encontram os quadros e imagens dos santos que representam seus “portos seguros”, de onde se espera obter um rumo certo para se desviar dessa corrente do mau que se instaurou nos ventos dessa nova época.

Escola sem partido

                                          
Parodiando o tema que está em evidência e muito discutido hoje nas mídias, sobre os prós e contras da Escola Sem Partido, fica uma enorme preocupação sobre os estudantes sem política.

            O problema é que dirigentes e imprensas estão focando um ponto de vista muito mais político do que a própria proposta de se instaurar as escolas sem partido, visto que a política crua está presente em todos segmentos da sociedade, inclusive nas salas de aulas entre os próprios alunos e, para se ter uma “escola sem partido”, é preciso que se coíba a política entre os estudantes, já que um estilo de política social ali existe, tipo: numa sala de aula há sempre um, dois ou mais líderes, cada um a seu estilo, cada um representando um partido. Um que conduz colegas para um bom comportamento e uma consequente conquista de boas notas e aprovação sem recuperações. Outros líderes se voltam para conquistar seguidores para o lado das importunações, promovendo situações constrangedoras e prejudiciais ao andamento das aulas. E isso, é com certeza, política, ou até mesmo quando se promove eleição ou escolha de líderes de classe.

            Tudo que acontece nas escolas, nas salas de aula, acontece também nos lares, entre os familiares, onde normalmente existe um que possui as condições financeiras ideais para proporcionar respeito e liderança perante os outros que se posicionam, literalmente, como subordinados. Na maioria dos casos, trata-se da imposição dos pais, e se justifica pela intenção e vontade dos filhos em atingirem a maioridade e conseguirem seu próprio sustento para não ter que continuar vivendo subalternamente aos pais, ou àqueles que lhes fornecem sustento.

            A política administrativa de um grupo que compõe o governo de um país funciona do mesmo jeito e nas mesmas proporções, como em qualquer outro setor social, onde há sempre um líder a ser seguido, seus seguidores e seus admiradores adeptos às mesmas ideias, mesmo tendo alguma diferença com relação às posições e orientações financeiras, já que política se foca mais mesmo nas formas de pensamentos, ideais, intenções, ambições e projetos  pelos quais possam todos, tirar proveito em causa própria, ou seja, que o objetivo principal e crucial é de que todos do mesmo grupo saiam ganhando.

            Há ainda, sendo também necessário citar, as políticas de sobrevivências existentes nas grandes favelas das metrópoles, onde lá também temos uma política partidária atuante e vigente, bastante forte para confrontar de igual para igual com outros grupos políticos mais fortes, com evidência das milícias e gangs de lideranças no tráfego de drogas, que também impõem suas regras, com seguidores e admiradores, propondo em troca dos apoios, proteção de vários tipos, incluindo a proteção armada.


            Por isso, pode-se afirmar categoricamente, que não há necessidade ou justificativa para se discutir tirar ou colocar a política no meio estudantil, ou nas escolas, pois a política já está lá, arraigada, embutida, infiltrada e manipulada avidamente pelos jovens estudantes que, mesmo sem taxá-la como política, a praticam em nome do poder e da satisfação pessoal, o que condiciona viável promoção e sua efetivação através de uma instrução mais abrangente de seu conceito, de sua prática e de suas consequências sem que sobressaia repartições, ou partidos.

O preço de uma vida

                 Durante os noticiários nas mídias de âmbito nacional tem-se destacado notícias sobre mortes absurdas, mortes de pessoas que não se justificam, como por exemplo, morrer por causa de um celular de só duzentos reais ou porque o assassino achou que uma adolescente zombou dele, ou ainda, nos casos mais chocantes, mortes decorrentes de "balas perdidas", quando morrem pessoas indefesas.

               Acontece que hoje se morre sem saber o porquê, como em muitos casos ocorridos nos Estados Unidos, como aconteceu hoje, que uma pessoa entrou em um restaurante e, aleatoriamente, matou doze pessoas, ou num acidente de ônibus lá na Índia com mais de 40 mortes, ou mesmo, nos acidentes nas rodovias que cortam nosso estado, que apresentou mais de uma dezena de mortes só nesse feriado de finados, ou ainda, uma simples e única morte, de um desconhecido, sem documentos e sem nome, encontrado morto num galpão da rodovia 265 aqui em Lavras.

              São muitas as situações que envolvem mortes sem reconhecimentos, sem motivação explícita que possa, pelo menos, amenizar a tristeza e o sofrimento, isso levando as pessoas a analisarem de forma mais fria e consciente, a questão relacionada com o "valor de uma vida", independentemente de cor, classe social, tamanho, idade ou sexo. A questão é que a "vida" está sendo, absurdamente, negociada por um valor ínfimo, medíocre e insensato, pois, mesmo para quem prega o ateísmo, mesmo assim, a vida tem o seu valor, e esse valor nunca deverá ser negociado, é um valor pessoal, individual, próprio de quem a tem, e ninguém pode ultrapassar as barreiras da invulnerabilidade do ser, já que, nem mesmo de um animal, deve-se extrair ou burlar esse direito, o direito da vida.

            Não basta raciocinar pensando em "vida" de forma generalizada, como um direito de todos, mas também como um direito supremo, de quem a fomentou e criou. Entra nesse contexto de proibição, até mesmo tirar a vida que é a sua vida. Ninguém tem o direito de tirar sua vida. Nem mesmo você, que a vive em plenitude, como um servo dela, como um senhor dela, como um ser que apresenta em suas entranhas, esse dom de "Deus".

                 A vida é uma dádiva, para ser usufruída enquanto o ser a tiver em seu poder, sem rompê-la, de forma brusca, fora de seu tempo.

Politica é problema sério

                Durante este período de eleições grande número de jovens fica alheio, mesmo sendo participante ativo dos sites e aplicativos de relacionamento social, visto que, se vêm alguma coisa, é bem provável que seja uma "memes" ou um "fake News", alguma informação que não é séria.
                O tempo passa rápido e eles, os mais jovens não têm tempo para aprimorar uma aptidão mais clara, uma opção mais definida em quem votar, e muitos estão optando para o tradicional voto do "zerozero", muitos achando que vão ajudar na escolha, simplesmente abstendo-se de sua mais importante fração de cidadania. Conforme algumas reportagens vinculadas ao voto dos jovens eleitores, na sua maioria não estão decididos fielmente a um ou outro candidato, mas procuram ficar sempre "em cima do muro", mesmo, às vezes, só para não expor sua escolha abertamente.
             O que pode-se concluir é que eles, os eleitores jovens estão, claramente, jogando a decisão para a responsabilidade dos eleitores mais velhos, demonstrando que ainda sentem-se despreparados para tal escolha tão importante, e isso está claro porque eles não estão dando tanta importância às eleições, considerando que esses temas, assuntos e decisões são coisas para os mais idosos, para pessoas mais experientes e conhecedores da história da política em si.
             Para se conseguir uma votação mais lícita, é preciso em primeiro lugar conhecer um pouco da história e do histórico dos políticos envolvidos, e o resultado está aí... na sua maioria, os eleitores não conhecem bem o histórico político de Bolsonaro, e por isso arriscam votar nele, isso porque o histórico dos outros candidatos, em particular de Haddad, diretamente vinculado ao Lula, é bem questionado em cima do termo que é a "balança" dessas eleições: "Corrupção".
            Acontece que os eleitores jovens ainda não conseguiram se inteirar das qualidades de Bolsonaro e ainda não conseguiram assimilar o significado de "milhões" nos desvios públicos envolvendo o partido de Fernando Haddad. Com isso, preferem eles, os eleitores jovens, transferir a responsabilidade para os mais velhos.

Educação em família



Tudo que acontece no seio das famílias reflete na sociedade através do relacionamento amigável, o que não vem acontecendo.




O homem é um ser vivo que está sempre em evolução, sofrendo transformações constantes e bastante significativas em sua vida, principalmente em sua socialização, isso porque é um ser dotado de sentimentos que o torna individualista, movido pela ambição, pela inveja e também pelo forte desejo de prosperidade, visando progredir em todos os aspectos, e é lógico, no principal, que é o financeiro.

            Nesse contexto a família evolui através das mortes e nascimentos promovendo um novo tipo de relacionamento no âmbito amoroso, afetivo e familiar, já que a estrutura da família está também em evolução, se alterando de forma significativa, a ponto de influenciar definitivamente na educação de seus componentes. Prova disso é que, se há uma evolução a tendência é de ela ser positiva, incentivando a prática da gentileza, da honestidade e da camaradagem, o que não está se evidenciando. Ao contrário, o que se passa com a família é sinal de desarmonia e desorganização, não generalizando, é claro, porém todos os problemas sociais que estamos tendo ultimamente são, provavelmente, decorrentes da desestabilização da família, donde saem a formação intelectual e cultural das pessoas.

            A violência, a insegurança, o desemprego, a marginalidade e as guerrilhas internas constatadas em vários lugares do planeta resultam de investimentos fracassados na formação estrutural da família, tanto pelos governos como também pela própria família que vem experimentando mudanças drásticas, tanto de comportamento como na formação dos pares, pais, e da prole, os filhos. Essas novidades na formação da família não estão sendo aproveitadas positivamente, e estão gerando comportamentos e relacionamentos na forma de atritos e desavenças, quando estão desaparecendo os sentimentos de amor entre os familiares, e entre as pessoas comuns da sociedade. Com a ausência do respeito mútuo estão matando uns aos outros por coisas banais.

Futebol sem livros



Professores entram em greve porque o governo não está pagando seus salários, e aí facilita aos alunos assistirem os jogos da copa, mas como ficarão as reposições dessas aulas?


            Estamos em plena temporada da copa mundial de futebol, e muitas crianças e jovens estão, no Estado de Minas Gerais, sem aulas, proporcionando acompanharem os jogos da Rússia, numa situação que até parece prêmio para os professores e alunos das escolas estaduais. Isso devido à uma greve deflagrada pelos professores das escolas estaduais, em decorrência de um descumprimento oficial do Estado de pagar aos profissionais da educação nas datas previstas. Conforme noticiou o jornal Estado de Minas na quarta feira – 20/06/18, os “Professores da rede estadual de ensino estão em greve por falta de pagamento dos salários. Desde 2016 o governo tem feito o pagamento de forma escalonada. A primeira parcela deste mês foi paga para apenas uma parte dos servidores de educação. No Sul de Minas, centenas de professores de escolas estaduais aderiram à greve. Esta é a segunda vez que os profissionais da educação entram em greve neste ano. Segundo professores, além de pagar apenas a metade da parcela prevista para o 5º dia útil de junho, o governo do estado informou que não tem dinheiro em caixa para pagar o restante. A Secretaria de Estado da Fazenda justificou que o atraso no pagamento dos professores foi pela queda de R$ 300 milhões na arrecadação tributária, causada pela paralisação dos caminhoneiros”.

Em outras greves anteriores os motivos de atrasos nos pagamentos dos salários dos funcionários públicos foi a crise gerada pelas imposições dos Estados Unidos, e agora, a culpa é da greve dos caminhoneiros e mais uma vez a educação fica em segundo plano, pois que, outras classes de funcionários do Estado, bem como obras e políticos estão recebendo as receitas financeiras à contento, sem parcelamentos ou atrasos, enquanto que a classe dos professores, menosprezada, sofre as consequências de uma administração que não enxerga a importância da educação na vida de todas pessoas. s, esses filhos estudam, e na sua maioria, nas escolas estaduais, mas, aqueles que detêm o poder de manipular as verbas são pessoas abastadas financeiramente e, nesse caso, seus filhos não estudam em escol
as estaduais, mas sim em escolas particulares, onde não há problemas desse tipo. Só nas escolas estaduais acontecem tantas greves que são prejudiciais ao bom desenvolvimento intelecto dos jovens.
Se alguém tem filho

            Aí tem-se mais um grave problema, que são as reposições das aulas, que, ou serão repostas no recesso de julho, que são só 15 dias sem aulas, ou nas férias de dezembro e janeiro. E prevendo isso, teremos mais uma vez um grande prejuízo na área da educação, com os jovens dependendo da boa vontade do governo em manter o pagamento dos professores para que eles não entrem em greve outras vezes.

Os jovens e a política


Os jovens atuais não têm tempo para se inteirar das notícias sobre políticos e suas políticas, sobre quem está no governo e como está governando. Eles só querem saber de seus celulares. É a tendência da moda e modo de vida do agora.



            Dificilmente podem os jovens de hoje entender o que está acontecendo no setor político nacional, não pela falta de notícias, mas sim pelo excesso delas, já que hoje os jovens estão todos ligados diretamente com as mídias que usam os telefones portáteis, os famosos celulares. Mesmo considerando que não são muitos que acessam sites jornalísticos nos celulares, temos a vinculação dos reflexos jornalísticos nos “sites sociais” como Instagram, Facebook, LinkedIn, Twetter, Messenger, WhatsApp, Youtube, Snapchat, Google+ e Pinterest, que são os mais usados pelos internautas brasileiros, e que constantemente tem postados neles dizeres, fotos, figuras, charges e as próprias notícias sobre a política e os políticos, principalmente agora com o possível envolvimento do ex-presidente Lula e do atual presidente Temer em escândalos financeiros.



            Porém, o que se pode concluir, inclusive com base em pesquisas de revistas e órgãos credenciados, é que os jovens brasileiros estão no “mundo da lua”, perdidos nas milhares e milhares de informações e dados desses sites que circulam facilmente pelos seus celulares, e, principalmente, porque é a maioria dos jovens plugados e antenados através da “internet”, que se tornou um produto acessível à quase todos. Mas, os jovens atuais estão mais ligados às postagens de caráter social, de grupos que vivem expondo seus fatos e atos para apreciação dos outros jovens com a intenção de se fortalecer no seu meio, pois, hoje, “o cara” é aquele que possui mais amigos virtuais e que está inserido no maior número de sites sociais possíveis.

            De 2.009 para cá, quando foi criado o aplicativo que virou moda dentre todos internautas – o “WhatsApp”, a comunicação se expandiu de tal forma que a mente dos jovens já não possui lugar para notícias políticas, que, para eles, são fatos banais, já que acreditam e vivem o imediatismo e, portanto, não precisam se preocupar com a política, com quem foi preso ou solto, com quem foi posto ou deposto, com quem concorrerá ou não as eleições. No WhatsApp também rola esses papos de política, porém, entre os mais adultos e interagidos com os problemas sociais do país, enquanto os jovens, os mais novos, suas visões se voltam para o que acontece com os elementos de sua tribo, com os amigos e colegas de seu contexto social, já que, sobre contexto político, só mesmo nas disputas por um lugar de destaque.



            Realmente há de se dar razão aos jovens, porque não devem mesmo se preocuparem com a política, pois política é coisa de adulto, e os adultos são egoístas, tão egoístas a ponto de realizarem todas as falcatruas somente à seu favor, sem pensar e valorizar as necessidades de seus sucessores, os jovens adolescentes que estão em fase de formação e composição de ideias, de pontos de vistas e de opiniões e, portanto, irão usar os “legados” dos atuais políticos na política futura, e por aí já se pode ter uma previsão de como será “o Brasil que todos nós queremos no futuro” (Plagiando campanha da Globo).