A Sociedade dos Jovens

A Sociedade dos Jovens

Estratégia educacional

 

Há muito tempo se comenta e se discute sobre um dos fatores mais preocupantes dos pais, em todas gerações, que é sobre o futuro dos filhos, e isso, inclui o delírio das dúvidas: Como pode-se determinar um tipo, uma estratégia ideal para a criação e educação dos filhos?

Em primeiro plano na linha das atitudes fins definir opção mais coerente está a obrigação de se levar em conta o fator “disponibilidade de tempo” para acompanhar o processo educativo, visto que, antigamente, o pai saia para o trabalho e a mãe se dispunha de tempo integral para acompanhar os passos dos filhos. E isso foi, aos poucos, modificando com a maior frequência das mulheres também tendo que trabalhar afim de se conquistar um staff à altura de dar melhores condições de vida aos descendentes, visto que a educação em si exige, o que todos sabem, de um grau de estudo suficiente para melhor desempenho dos filhos no campo profissional, e, consequentemente no poder ter uma vida melhor, com mais abundância.

Não bastasse esse fato de os pais, pai e mãe, terem que se ausentar quase que o dia todo para trabalhar, surge agora o refúgio dos filhos para a zona virtual, onde a vida é mais interessante para eles, onde eles conseguem autonomia e liberdade para decidir o que querem, para instituir suas preferências e aptidões, sem interferência e controle dos pais.

Ainda há, nesse processo, a existência de outra interferência importante, que é a presença, às vezes constante, dos avós, que por necessidade vêm substituir os pais, promovendo uma educação diferenciada, com resultados menos atrativos às condições cobradas e exigidas pela sociedade moderna.

Com essas divergências e impossibilidades oriundas dos novos tipos de comportamento humano os pais se colocam como vítimas, responsabilizando a sociedade e o desenvolvimento tecnológico como os causadores e resultantes das más criações, culpados pelos filhos alheios à realidade, culpados pelos filhos drogados, viciados e envolvidos em situações sinistras, ocasionando com isso, muitas tristezas aos pais e avós, que, angustiados, veem filhos e netos seguirem caminhos nunca desejados por eles, já que sempre sonharam e almejaram vê-los num processo progressivo bom, honestos, estudiosos, engajados no trabalho e honrados, e, acima de tudo, educados em seus relacionamentos.

Surge aí outra circunstância que promove a incompetência dos pais na criação dos filhos, que só pode ser notada e percebida, quando a criança cresce e começa a se mostrar para o mundo como “pessoa autônoma”, distinta e individual, tomando decisões e expondo aptidões que, por muitas vezes, contrariam a tudo e a todos. Esse fator que incomoda muito, está justamente na formação do “caráter” que incidirá diretamente na qualidade da “índole” da pessoa. A índole é moldada pelo caráter, cuja formação pode ser induzida, instruída e direcionada para o caminho do bem, enquanto a índole, depois de assumida, torna-se incontrolável, mesmo que haja na família bons exemplos de comportamento e educação a serem seguidos.

Enfim, não há como definir uma estratégia, estruturalmente infalível, capaz de direcionar e instruir pais na criação perfeita dos filhos, proporcionando a possibilidade de proverem um futuro seguro e promissor àqueles que estimam, já que existirão todas essas interferências acima mencionadas. Mas a maior influência negativa está no fator “ausência”, quando mesmo presentes os pais não oferecem abertura para o diálogo ou, simplesmente, ignoram as questões e propostas dos filhos que apresentam inúmeras dúvidas e precisam de orientações e conselhos para melhor escolherem seus caminhos.

Porém, o mais sensato e coerente é que se procurem diminuir o grau de influências negativas possíveis de controle como, ser mais presente, evitar que os filhos se tornem alienados no virtual e que ajudem os avós num discernimento mais educativo que emotivo no “tomar conta dos netos”.


A MAGIA DAS TELAS

 


 

            Durante a infância as crianças costumavam se divertir de muitas maneiras, de diversas formas e agora, com alterações comportamentais e culturais, elas passam a usufruírem, praticamente, de somente duas alternativas: da interatividade com os celulares e com a comodidade das telas grandes dos televisores, ambas alternativas oferecendo uma gama enorme de distração. Para alguns autodidatas essas duas alternativas são consideradas como “verdadeiras drogas” porque viciam os usuários de tal forma que ficam dominados, inertes à frente das telas.

            Ao considerar tais explanações, conclui-se de que o problema não está nas crianças de quererem, até de forma dura, absolutista e impositiva, ficar à frente das telas, mas isso ocorre devido a um problema cultural e social, sendo que, os pais e mães precisam gastarem seus tempos para o trabalho afim de suprirem os gastos com a família e acabam deixando seus filhos à mercê de outros familiares que também não dispõem de tempo integral para a lida na educação e cuidados dos pequenos, e aí entra então a salvação, que é justamente deixar as crianças quietinhas focadas nas telas. 

            A solução, sabe-se, pode ser trágica, com efeitos fortemente negativos, porque através das telas surgem tipos e estilos de educação que ferem os conceitos da boa índole e da formação do caráter, mesmo sendo isso feito de modo implícito, mas que possuem uma força de dissuasão muito superior às possíveis investidas da família para bem educar as crianças. A disputa de injetar valores às crianças é muito injusta porque a interatividade com as telas sempre supera as expectativas e suprime demasiadamente o esforço familiar gerando uma crise de estafa e atritos quando familiares tentam tirar as crianças do contato com as telas. Aí as crianças, literalmente, “lutam” e não admitem essa separação, tornando o ambiente e o relacionamento entre eles, tumultuados, obrigando às vezes, o uso da força para conseguir dominar os menores.

            Fatos revelam que, em muitos casos, o problema se agrava porque os pais e familiares adultos vivem colados na telinha dos celulares e das tevês promovendo a curiosidade dos pequenos que procuram descobrir o porquê dos adultos serem demais envolvidos com as tecnologias e, lógico, também querem usufruir desse passa tempo atrativo. Se há grande preocupação de os adultos não saberem discernir o que é bom ou ruim nas telas, quanto mais os menores que são mais curiosos e vão apertando e tocando todas teclas e ícones que aparecem, sem a preocupação de perderem algo ou de acrescentar algo ruim, tornando o risco para eles, maior.


Inteligência Artificial na infância.

 

A educação infantil está deixando os pais desesperados por não conseguirem superar as dificuldades apresentadas quanto ao controle no uso excessivo dos celulares. Muitas são as opiniões que diferem caso a caso, principalmente, devido ao comportamento “mau exemplar” dos pais que também têm e expõem o uso excessivo do aparelho, servindo assim, de exemplo para que os filhos sigam e adotem os mesmos hábitos e costumes deles.

Por outro lado, há opiniões de que /filhos precisam fazer parte desta nova geração que debruça sobre as telinhas quase o dia todo, e que acham, no caso das meninas, um sucesso andar com os celulares nos bolsos traseiros das calças, como se fosse um símbolo de modernidade, ou como obrigação para demonstrar que faz parte de um grupo atualizado e ligado aos avanços tecnológicos que os diferenciam das gerações mais antigas. Para algumas facções paternistas, se coibirem o uso dos celulares dos filhos, eles terão prejuízos futuros por não terem as condições de equipararem seus conhecimentos com os jovens que passaram a usar celulares desde cedo, isto, devido fato de no futuro, como já é atualmente, ser exigido conhecimento e prática das tecnologias avançadas como a Inteligência Artificial, que está mudando tudo na órbita de relacionamento pessoal e intelectual.

Numa análise mais precisa e visualista, tem os pais que têm ciência dos problemas futuros que advirão do excesso no uso dos celulares, começando com o “vício” incontrolável que resultará no isolamento da criança com relação ao “mundo real”, além de possíveis danos com relação à visão/olhos, possíveis riscos de adesão a ideais absurdos ou sofrer influências negativas que possam prejudicar seu desenvolvimento sócio e intelecto.

Em síntese, os pais atuais estão entre a cruz e a espada porque não sabem qual metodologia educacional adotar. Se não deixam as crianças desenvolverem o costume de usar os celulares, essas poderão ficar prejudicadas nas competições futuras por posições onde há disputas. Se deixam usar livremente, poderão ter no futuro, jovens desajustados socialmente devido a influências negativas que possam assimilar e/ou adotar.

Na realidade, busca-se hoje, um consenso sobre a questão, analisando os resultados de pesquisas sobre o tema, cuja perspectiva já anuncia que as crianças têm um tempo certo para assimilar tais avanços tecnológicos, ou seja, têm um tempo certo para começar a usar os celulares e, principalmente, um tempo certo para começar a se inteirar de alguns temas e assuntos expostos livremente na net, que possam afetar seus conceitos de vida. Outro fato negativo está no vício em jogos, que tiram suas participações no seio da família, e que fazem com que passem muito tempo alienados na telinha, sem perceberem os acontecimentos ao seu redor, deixando, inclusive, de viverem a realidade em que há contatos diretos com as pessoas, com as coisas e com o mundo real, além dos reflexos relativos à suas participações no meio escolar.


Inteligência Artificial

               

               Deparamos atualmente com uma infinidade de novidades que aparentam ser vantajosas e interessantes, porém, acabamos concluindo que são novidades assustadoras. Isso por serem, realmente, novidades, e se são novidades, são desconhecidas, inovadoras e incomodantes, que mechem com nossa estável maneira de conduzir os rumos de nosso dia-a-dia, que antes, se resumia em aprendizados e conhecimentos fomentados pelo rádio, ou pela televisão, e agora, de forma vertiginosamente, em grande volume nas palmas de nossas mãos, pelo celular, que envolve e desgasta o que temos de mais precioso... o nosso tempo.

            O celular absorveu as funções de muitos equipamentos, hoje obsoletos, e agora está prestes a substituir uma das “coisas” que temos de mais sagrada, e que nos diferencia de todos animais, que é a capacidade de “raciocínio”. Estamos agora nos envolvendo e deixando nos envolver com as dominadoras funções da “Inteligência Artificial”, que nada mais é que o agrupamento de vários aplicativos de internet instrumentalizados para gerar a capacidade de se realizar tarefas utilizando algoritmos que simulam o raciocínio humanos, com base nas informações injetadas via internet.

            O exemplo mais simples para entender a função da IA (Inteligência Artificial), está na capacidade de certos equipamentos eletrônicos ligados na internet executarem “ordens”, como numa casa equipada com IA, onde a pessoa chega e pede para ligar a luz e a luz se acende, ou pede para o aparelho de som tocar músicas da Madona e ele toca. Mas a IA vai muito mais além dessas funções, que são simples. Está também na indústria comandando robôs que são dotados de um programa de aprendizado de máquinas e que podem até superar a linha de raciocínio do homem.

            Mas a IA faz muitas coisas mais, como o processamento de linguagem natural ou de áudio e voz dando condições de se montar um vídeo com o rosto do Luan Santana cantando com a voz do Roberto Carlos e há indícios de que tem gente ganhando nos jogos de loteria usando a IA para obter estatísticas mais prováveis de resultados.

            Aí, vem um problema...  O professor pede aos alunos para realizarem uma pesquisa sobre determinado tema/assunto, e eles vão direto nos aplicativos de IA e pronto, é só imprimir ou copiar.

            Os principais geradores de conteúdos de IA gratuitos são: Copy.ai, Rytr, Writesonic e o ChatGPT, ambos abrangendo vários setores de aplicação, atendendo suas ordens como se fosse uma “Alexa” universal, com resposta para tudo. A IA na verdade é o agrupamento de todos saberes humanos que são lançados na internet formando uma “atuação no campo da ciência da computação que se dedica ao estudo e ao desenvolvimento de máquinas e programas computacionais capazes de reproduzir o comportamento humano na tomada de decisões e na realização de tarefas, desde as mais simples até as mais complexas”. (Brasilescola).

“Reflexão sobre o Eu”

 



        Acabei descobrindo que não conheço direito, mesmo depois de tantos anos, como é a relação correta entre as pessoas, e só descobri que somos todos muito voláteis (inconstantes ou instáveis), ou coisa parecida, isto, porque a cada etapa da vida, a cada instante e a cada contexto, o ser humano assume uma postura diferente, visando apenas a satisfazer seu ego, sem prestar atenção nas outras pessoas envolvidas que analisam a situação de forma diferente, num foco também pessoal.

(Bernardo Eustáchio)