A Sociedade dos Jovens

A Sociedade dos Jovens

Acompanhamento de perto



               Ainda há tempo dos pais tomarem o domínio das rédeas e contornarem a situação para que seu filho possa prosseguir o ano de forma convincente, ou seja, de forma proveitosa nos estudos. Isso porque, se não houver uma vigilância dura e severa, eles se desvirtuam para outras atividades que para eles são mais prazerosas, justo que, para eles, estudar não trás nenhum prazer e às vezes é considerada uma atividade totalmente antipática e chata, sendo efetivamente realizada somente através de firmes comandos dos pais. Há aí, é claro, exceções. Se os pais não se envolverem com o estudo dos filhos, estes provavelmente não atingirão um padrão condizente com o que a sociedade cobra e exige para que ele se torne um verdadeiro cidadão, com plenos direitos aos seus prazeres e total cumprimento de seus deveres, enquanto pessoa.

            Procure investigar com mais cuidado as folhas dos cadernos de seu filho para saber se ele está copiando as matérias durante as aulas, ou se está realizando as tarefas de casa, pois, mesmo que esteja ele estudando numa boa escola, numa escola etiquetada como a melhor da cidade, mesmo assim ele pode estar enganando a todos, inclusive a si mesmo, indo para as aulas só para desfrutar dos prazeres de poder conversar incontrolavelmente com seus colegas, mesmo enquanto os professores explanam/explicam sobre assuntos e conteúdos importantes.

Às vezes os pais não tem idéia do que acontece dentro da sala de aula, de como se posiciona seu filho ou qual é o procedimento dele na sala de aula. Na sala de aula acontecem muitas coisas que vão além do domínio dos professores e que desnorteiam toda uma classe somente em decorrência de mau comportamento de poucos alunos que tumultuam o cenário que deveria ser de concentração, de atenção e absorção dos ensinamentos que podem ir além dos didáticos e pedagógicos, mas também atingir ensinamentos de conduta e postura perante a sociedade.
            Imagine o que pode se esperar de um filho/aluno que não tem o acompanhamento dos pais, que faz o que quer, quando quer, do jeito que quer, sem precisão de preocupar-se com a intervenção dos pais. Ainda há tempo para corrigir alguns deslizes dos filhos, verificando seus cadernos ou mesmo as coisas que carregam em sua mochila, ou que escrevem na última folha do caderno. São pequenos detalhes que podem ajudar a buscar a formação de uma imagem: a imagem de seu filho na sala de aula, pois, tenha certeza de que ele pode estar precisando de sua ajuda para melhorar no comportamento e no cumprimento de suas tarefas com mais responsabilidade, almejando passar de ano sem as tradicionais recuperações e os traumas de ficar classificado no grupo dos piores da turma. As provas do segundo bimestre já estão sendo aplicadas e seu filho precisa de sua ajuda, e você pode ajuda-lo incentivando-o, de várias formas, para que estude e seja um cidadão de bom caráter e responsabilidade.

Cuidados especiais com os filhos



Se tem uma coisa que tira qualquer pai ou mãe do sério, é ver seu filho sendo sacaneado por colegas ou amigos maiores ou mais espertos.



            Existe uma coisa que não acontece somente na escola, durante o período letivo, mas também durante os períodos em que os jovens/crianças permanecem em casa ou na rua de sua casa. Trata-se do que chamam de “Bullying”, que numa tradução mais clássica significa Tirano, mas que na verdade significa para nós uma onda de violência que todos os dias, de maneira invisível e silenciosa, interfere de forma cruel na vida de muitas crianças, de jovens, tanto na Europa, Estados Unidos, no Brasil ou em Lavras.

O Bullying é um processo de abuso e intimidação sistemática de uma criança sobre outra, normalmente apoiada por um grupo, geralmente no âmbito escolar, mas acontecendo também na rua, no bairro, no âmbito social, e cujas consequências podem ser devastadoras se não forem detectadas e trabalhadas a tempo. Bullying, mais especificamente, ficou como sendo uma característica das influências da violência e imposição injusta e cruel de algumas crianças e jovens, sobre outros menos afortunados de estrutura corporal, ou, dotados de uma influência educacional familiar adequada para um bom comportamento e relacionamento correto, virando vítimas daqueles dotados do dom de praticarem atos de covardia.

Numa visão mais transparente e clara desse problema aqui dentre nós, o que existe é que algumas crianças/jovens de uma índole mal conseguem atrair e formar grupos, os quais os lideram, e tiram proveito deles forjando atos covardes contras aquelas crianças/jovens que por sua boa índole, são mais quietos, tímidos, retraídos e que por forças das circunstâncias, não são sociáveis aos grupos que visam promover atos que levam à violência, preferindo ficar sozinhos, ou com apenas um ou dois colegas. Analisando, talvez seja seu filho uma criança que se enquadra no grupo das crianças de boa índole, e que pode sim, ser vítima desse comportamento inconsciente, podendo estar sendo massacrado pelas imposições que limitam seu espaço, suas atitudes e a própria expansão de seus conhecimentos, transformando-o numa criança/jovem mais retraída ainda, que, pelo seu jeito, sofra silenciosamente, com seus queixumes e choramingados ecoados somente entre as quatro paredes de seu quarto, com temor até mesmo de relatar o problema aos pais.

É aí que entra a importante participação dos pais, que devem conhecer seu filho em todos aspectos, como também em todos âmbitos e ambientes que ele frequenta, suas amizades, seus relacionamentos, costumes e feições, muito representativas numa apuração de anormalidades em suas vidas. Tudo isso que estamos presenciando neste início de século decorre de uma questão evidente, declarada e instalada na sociedade contemporânea, que é o caos implantado pela indisciplina juvenil, associada a problemas e conflitos que deixam os jovens estressados e intensamente desestabilizados, propensos a praticar a violência com serenidade e inculpa. É que a sociedade atual cria seus jovens sem lhes cobrar de forma firme, o respeito pelos limites sociais.

            Já passou da hora dos adultos investirem esforços no debate e investigação desse trágico problema que está presente em todos ambientes, necessitando de uma reflexão ampla sobre seu processo gerador, sua instalação de forma tão facilitada e suas cruéis consequências, devastadoras particularidades que deformam e detonam o conceito de sociedade. O assunto e o problema devem ser tratados sem ponderações e numa dimensão preventiva suficiente para conter essa tal indisciplina que em ritmo acelerado, vem se tornando “bandeira” para os jovens. E agora eles, com uma nova nomenclatura para o bullying, dizem que estão só “zuando”, e se desculpam sem remorso dizendo: “foi mal”. E simplesmente acham que assim fazendo, está tudo bem.

Pais sem limites


           Não adianta juntar centenas de prerrogativas para afirmar que os problemas vividos atualmente pela sociedade estão nas crianças ou nos jovens, porque isso não é verdade, e pode ser notadamente comprovada através de avaliação comportamental das pessoas envolvidas. Basta que se analise friamente a situação e sentirá estarrecer-se com a verdade, pois, o problema está em você, em nós, nos adultos, nos pais.

            Comece a análise por esse ponto de vista: as crianças que têm idade até 12 anos têm os pais com idade aproximada entre 30 e 40 anos, e esses pais fazem parte de uma geração atuante, nascida sob os efeitos das guerras, das lutas em favor de “paz e amor”, e principalmente, ao meio dessa confusão geral gerada e gerida pelos meios de comunicação e informatização que bagunçaram suas cabeças, numa desordem e anarquia total. Justamente esses pais é que estão somando o “contingente” de revoltos que compõe as notícias horripilantes que assistimos todos os dias envolvendo mortes, roubos, assaltos e todos tipos de cenas horrendas que são aproveitadas pela mídia e que entram em todos lares de forma gratuita. São esses pais que fazem parte das notícias é que são responsáveis pela educação das crianças de hoje. São esses pais desempregados, ou que malandramente não procuram trabalho é que servem de exemplo para as crianças de hoje. São esses pais separados, cada um vivendo de um jeito, com várias famílias, que “tentam” educar essas crianças de hoje. São esses pais, que não dão conta nem de sustentar uma família e arrumam outra para piorar a situação, é que impõem regras e limites às crianças de hoje.

            Então, não são elas, as crianças, culpadas por estarem sendo criadas já com o futuro comprometido socialmente e pessoalmente, com margens à marginalidade, fadadas ao caos social que os próprios pais preparam para elas. Coitadas dessas crianças de hoje.

            Com base nas teorias de Jean Piaget, precursor nos estudos comportamentais das crianças, o ser humano assimila e aprende as coisas, comprovadamente, na fase da infância, quando ele, como criança, deve ser preparado para absorver e resolver questões que envolvam uma inteligência gerada pelo pensamento lógico, quando estarão formando paralelamente seu caráter e sua personalidade, resultado condizente com as expectativas familiares e sociais que a ele são repassadas.

            O que se apura nesse sentido é que justamente na fase de criança que os pais deveriam trabalhar com mais frequência e pulso na educação do filho e isso, infelizmente, não acontece, ou melhor, acontece ao contrário, por motivos que todos sabem e lançam como justificativas para persistir no erro. Depois de atingirem a fase da adolescência, torna-se quase impossível reverter a situação concernente aos limites de espaço e tempo, e a aplicabilidade do respeito dos jovens nos seus relacionamentos, pois que,  já nessas alturas, assimilaram tudo errado.
            Então para consertar a situação e evitar que as próximas gerações não sejam piores é preciso que haja uma modificação drástica e eficaz na geração predominante de hoje, uma reforma profunda no que diz respeito ao comportamento dos pais de hoje. Há de se ter consenso para isso, pois, é bem mais fácil delinear limites aos adultos que são mais racionais do que às crianças, que se espelham neles. Os pais de hoje sim, que são “o problema” da sociedade atual. O problema está nos pais que não têm limites e que por isso não conseguem impor limites aos filhos.

CRIANÇAS AGRESSIVAS



          É necessário um discernimento mais profundo de toda a sociedade no tratamento e trabalho envolvendo atos agressivos de jovens no âmbito escolar e na própria sociedade. Se for analisada a situação, com olhares de um psicólogo,  será formalizada a existência de muitas variáveis vinculadas ao problema que gerará uma infinidade de diagnósticos. Se analisado por especialistas em psicanálise, a gama de diagnósticos certamente aumentará em decorrência de tantas particularidades que hoje existem nas formas de análise comportamental do ser humano, e em especial dos jovens agressivos, que também podem ser acometidos por problemas neurológicos, que podem ser hereditários ou decorrentes de quedas ou pancadas na cabeça e que normalmente apresentam sintomas como mudanças de conduta, falta de controle dos impulsos, hiperatividade (muito agitadas) e dificuldade de atenção nas aulas.

Mas em primeiro lugar quem deve tomar os cuidados iniciais e principais são os pais, que estão mais próximos, e, que, de acordo com os especialistas no assunto, devem eleger o “carinho” como principal fator de prevenção desde os primeiros anos de vida da criança, pois, consideram que o problema de agressividade advem da falta e ausência de carinho. Então para ajudar os pais a se fortalecerem e conseguirem se sair melhor com os filhos, segue algumas dicas de um grupo de psicólogos: no caso de crianças até 3 anos, a agressividade é considerada natural, uma manifestação de desejos que a criança não sabe expressar em palavras. Sem brigar, gritar ou dar tapinhas no filho, os pais devem impedir que as crianças machuquem os colegas, bastando ensinar à criança que ela não pode morder ou bater nos amigos com um firme "não, não pode". Já com as crianças de 3 a 7 anos é preciso impor “limites básicos” e elas podem reagir de forma agressiva ao deparar-se com eles. O caminho é impor limites sem ameaças, surras ou violências que causem mais raiva e ressentimento. Nesta idade, a criança precisa de educação e, principalmente, de carinho. Se ela se jogar no chão de pirraça, cuspir nos pais ou ameaçar esbofeteá-los, os pais devem repreendê-la com um momento de reclusão no quarto ou numa poltrona para que a criança pense nas bobagens que anda fazendo. Crianças de 7 a 10 anos estão numa faixa etária mais perigosa, em que já sabem o que pode ou não fazer. Se ela transgride com frequência, merece maior atenção de pais e professores e talvez a ajuda de uma terapia. As punições devem ser pacíficas e construtivas, porque atos violentos geram mais violência. Esse procedimento serve para todos jovens, até mesmo na faixa da adolescência.


           Resta para os pais serem mais espertos no sentido de saber discernir se as ações de agressividade são características comportamentais ou, se são apenas, atitudes de reflexo de algum problema de relacionamento. Mesmo sendo atitudes do segundo caso, os pais devem tomar ciência e agir cautelosamente coibindo tais reflexos que podem vir a se tornar anomalia constante em seu comportamento. Como toda técnica contemporânea para sanar problemas comportamentais, nesse caso de ações agressivas de jovens, também deve se aplicar a técnica da “prevenção”.

Parceria escola e família: bom resultado para as crianças



                                                 Analisando os prós e contras da intervenção

dos pais na educação dos filhos, deve-se analisar as questões que são exaustivamente debatidas no dia-a-dia da família e em todas rodas de diálogos entre pessoas ligadas e envolvidas na área da educação das crianças ou adolescentes. Para se determinar parâmetros para a postura de cada pai nesse sentido, há de se rever o questionamento comparativo que observa que, quando um pai/mãe leva o filho a um dentista, a um pediatra ou médico clínico, o máximo que ele faz é sugerir pistas para facilitar a detecção do problema, sem avançar no que, todos sabem, faz parte da especialidade dos profissionais. Mas, quando se trata da escola, todos se acham no direito de dar palpites, e pior ainda, se julgam em plenas condições de determinar ações internas na escola, no intuito de corrigir alguma coisa, como a metodologia de ensino, a proposta educacional ou as normas disciplinares. Quando o assunto é escola, todos acham que podem interferir, influenciar em sua estrutura, mas como em todas profissões, como dentistas e pediatras, lá também existem os especialistas, pessoas altamente e devidamente treinadas para executar e fazer ser executados os procedimentos que melhor se adequarão ao momento, para surtir um resultado convincentemente aplausível.

O que os pais precisam saber é que, quando a criança entra na escola, ela começa uma nova etapa, começa a aprender a enfrentar a vida por conta própria, e se os pais persistirem em intervir nesse processo, só um sairá perdendo: a criança ou o adolescente. Então invés de traçar críticas ou cobranças do comportamento e relacionamentos da criança na escola, volte-se para o fator incentivo, mostrando a ela que a escola é importante para a família, lhe perguntando sempre que possível, “como foi o seu dia na escola?”, ou, “você tem alguma tarefa da escola para fazer hoje?”.
Complementando o quão é importante esse procedimento, basta que os pais entendam que a escola é o primeiro lugar onde os seus filhos passam a ter controle sobre uma situação longe deles e onde percebem seu primeiro sentimento de privacidade, autoridade e liberdade.
Então, para que tudo tenha um resultado positivo é preciso a preponderância de uma aliança, de um pacto, de uma parceria sólida, com os pais trabalhando sempre junto e a favor da escola, pois, escola e família têm suas funções diferenciadas, mas os mesmos objetivos, e por isso, cada uma deve respeitar o espaço da outra. Sempre é bom lembrar também que: “a palavra é a poderosa arma para convencer, mas são os exemplos as predominantes influências",  e/ou, “a escola é a poderosa arma para convencer, mas são as famílias as predominantes influências em relação ao comportamento dos jovens”.
A parceria escola/família é importantíssima para que o projeto de ensino e educação se reverta no futuro, em resultados positivos, fazendo com que as crianças ou jovens cresçam e adquiram maturidade voltada para o seu próprio bem.