A Sociedade dos Jovens

A Sociedade dos Jovens

O jovem e o tempo



O tempo urge, passa mais rápido para as gerações novas porque são muitos afazeres para pouco tempo.

                Uma das grandes dificuldades dos jovens hoje é o controle e adaptação de suas atividades para que sejam realizadas dentro das vinte e quatro horas do dia. Acontece que as dezesseis horas diárias úteis, das seis da manhã às dez da noite não estão sendo suficientes para eles fazerem tudo que querem e precisam, já que grande parte do dia é gasto nas escolas estudando, e muitos ainda separam um tempo extra em casa para estudos complementares e deveres ou preparação para provas ou avaliações.
            Mas, além das atividades escolares os jovens têm a necessidade de compartilhar sua vida social realizando algumas atividades diferentes com amigos, como praticar algum esporte ou simplesmente trocar ideias sobre atualidades de seu mundo. Depois do rádio, a que já não dão mais importância ou uso, tem-se a televisão que os ocupa bastante, sem contar com o computador ou notebook que muitos já possuem e que usam por horas a fio com navegação à sites sociais, filmes e jogos baixados ou online.


            Mas até aí tudo bem. O problema é que agora surgiu um equipamento que parece fazer parte do corpo deles... o telefone móvel, mais conhecido como “celular”, que é talvez uma das palavras mais pronunciadas atualmente. O celular toma o tempo quase integral de qualquer jovem que o possua porque nele pode se encontrar funções e programas que substituem o rádio, a televisão, o computador, o notebook e  o telefone fixo, sem contar que substitui vários outros equipamentos modernos como os tablets, modens e wi-fi´s. Além disso tudo, o celular substitui os “correios”, já que nele pode-se comunicar como se fosse por carta ou telegramas, com qualquer pessoa, em qualquer lugar, a qualquer hora. Sem esquecer que também substitui a câmara fotográfica e alguns até têm lanternas.
            Conclui-se, pois, que não da mesmo para uma pessoa usufruir disso tudo e ainda se dispor de tempo para o relacionamento com os familiares. Por isso os jovens não conseguem arrumar suas camas, organizar seus quartos, lavar seus tênis ou realizar outras atividades para ajudar na manutenção e asseio de sua casa. São os reflexos da vida moderna.

Os conceitos de escola



Talvez por causa do avanço tecnológico as diretrizes do ensino estão sofrendo grandes alterações e sofrem as modificações se adequando ao novo estilo de comportamento social.


            Hoje, de forma camuflada, as escolas geridas pelo estado (escolas estaduais) não reprovarão seus alunos, dando a todos eles chances e oportunidades para que sigam sua trajetória escolar sem repetir de ano. Isso porque através de resoluções do órgão superior do Estado da Educação se promulgou deliberação que orienta às escolas realizarem uma classificação e, se preciso, uma reclassificação dos alunos que não conseguirem pontuação suficiente para serem aprovados no ano letivo,  a fim de levá-los à novas avaliações realizadas no final de janeiro. Todos os alunos com deficiência de proficiência (notas abaixo da média), e mesmo aqueles que tiveram frequência
insuficiente terão todos, a oportunidade de serem reavaliados, devendo iniciar o ano já na série seguinte, isto se não ficarem em mais de três reprovações nos Estudos Independentes de janeiro – em outras palavras, em janeiro os alunos fazem uma nova prova junto com um  trabalho de recuperação a fim de serem aprovados, e para isso basta que sejam reprovados no máximo em três matérias, pois se fracassarem em mais de três matérias repetirão o ano na série em que estavam. Se em janeiro os alunos forem reprovados em menos de quatro matérias eles farão novas avaliações até junho, e se persistir o problema eles farão a chamada “Progressão Parcial”, que é fazer novas avaliações para recuperar matérias do ano anterior, junto com as matérias do ano letivo em andamento, porque eles estariam já estudando na série seguinte.

            Com base nas novas regras o que se supõe é que não haverá mais reprovação, e mesmo que o aluno não se desenvolva a contento, ele vai passando de ano e vai fazendo as progressões parciais das matérias nas quais não atingiu a média. Esse tipo de regimento está sendo implantado e aplicado em escolas de nível superior para jovens que já superaram o ensino médio e agora passa a ser adotado também no ensino fundamental e médio.
            O fundamento da teoria aplicada pelo Estado é de que o aluno não deve ser julgado ou aprovado e reprovado pelas suas notas, mas sim pelo seu desempenho cognitivo, pela sua proficiência, pela sua capacidade de assimilar as matérias, de memorizar, resguardar e aprimorar o que aprendeu. A avaliação deve ir além das práticas pedagógicas que testam a memória dos alunos, e ir à procura de sua capacidade de discernimento frente aos problemas e questões propostas, avaliando se o aluno detêm as condições de responder de forma clara e concisa as questões propostas.