A Sociedade dos Jovens

A Sociedade dos Jovens

Volta às aulas 2017

                                                    

Chegou o mês de fevereiro e junto com ele a volta às aulas, iniciando o ano letivo de 2017.





            As férias acabaram e delas só restaram lembranças dos momentos de lazer, dos descansos merecidos, das conversas sem compromisso, da marca deixada nos sofás onde sentou horas e horas para assistir televisão e do teclado marcado com suas digitais nas teclas empoeiradas. A preocupação agora volta-se para a aquisição de material escolar, com a escolha do caderno e outros apetrechos que precisa um estudante, para levar à aula. Preocupação com qual será a capa “da hora” dos cadernos, de quantas folhas e de quantas matérias, sem esquecer da exigência aos pais para que se compre uma nova mochila, também incrementada e moderna.

            Em média, o ensino fundamental terá neste ano, 200 dias aulas e 800 horas aula, com encerramento do ano letivo em meados de dezembro. Férias no meio do ano já não se tem mais. Agora tem-se apenas um recesso de 15 dias, que acontece na segunda quinzena de julho e outro de uma semana no mês de outubro. Como o carnaval será no final do mês de fevereiro, no dia 28, os estudantes terão já no primeiro mês escolar alguns dias de folga, talvez compensando que eles estão tendo que acordar ainda de noite, já que o horário de verão está proporcionando as manhãs mais curtas. Só à partir do dia 19 de fevereiro é que poderão acordar de manhã com mais claridade, já que nesse dia terá o encerramento do horário de verão e os relógios serão adiantados em uma hora. Quem acorda às 6 horas, acordará às 7 horas, em tese.
            A grande sabedoria prega que, tudo que tem um início bom, terá uma boa conclusão, e o planejamento é muito importante para que todo estudante atinja um grau de conhecimento satisfatório e consiga passar de ano com notas boas. Para isso precisa se empenhar logo no primeiro bimestre, conseguindo uma boa nota para, depois, dar continuidade à uma ascendência positiva, visando uma progressão em nível de destaque, pois que, quem quer vencer na vida e ter um futuro legal, precisa se esforçar bastante para atingir tal objetivo. Mesmo porque, em se tratando de Brasil, os estudante têm bastante feriados para descansar e renovar as forças para estudar. Tem os feriados do carnaval neste mês, da semana santa e dia de Tiradentes em abril, dia do trabalhador em maio, Corpus Christi em junho, sete de setembro dia da pátria, a semana do “saco cheio” em outubro e finados e dia da república em novembro.
            Nas escolas municipais as aulas começaram no dia 1º e nas escolas estaduais começaram na última segunda, dia 6, e as avaliações, as provas, só devem acontecer no final de março e início de abril, com destaque para atividades focando o carnaval, com trabalhos interdisciplinares abordando musicas, fantasias e os principais cuidados e prevenções para aqueles que vão participar da festa do Rei Momo.
 

Novo Ano




O novo ano que todos querem, precisaria nascer de novo, sem ligação umbilical e sem vínculo com o sangue que corre nas veias dos velhos anos.



            Não é relevante tratar um ano que irá iniciar-se como sendo um ano novo, pois que, ele não é novo, mas sim uma renovação do ano que se finda, considerando que algo sendo novo é, portanto, algo desconhecido. Porém, este ano que se aproxima, o ano de 2017, todos já o preveem, ou pelo menos, já sabem o bastante sobre sua trajetória, sua quantidade de meses, de dias e até de horas. Mas o conhecimento sobre esse novo ano vai além das prerrogativas implícitas, virtuais e irreais, porque se tem uma prévia determinação das coisas que comporão esse período que se inicia agora no dia primeiro de janeiro. Não é preciso de cartomancia nem de mágica para se decifrar os enigmas e desfechos que 2017 prepara, principalmente adotando medidas de bom senso para concluir as previsões que são carregadas de bons fluídos e também de fluídos ruins. São os destinos traçados pela sorte e pelo azar, definidos pelas posturas das pessoas em decorrência de suas virtudes de agir com bom caráter ou de demonstrar más qualidades em decorrência de uma personalidade fraca ou resultado de um comportamento inadequado para consigo mesmo.

            Novo, seria se o próximo ano pudesse definir de forma geral o caráter e personalidade de todas as pessoas afim de se estabelecer uma nova sociedade, baseada não em alguma religião ou numa política qualquer, mas numa sociedade onde todos, englobando, mesmo, a todos, pudesse superar o mal do século, que é o “egoísmo” envolto de invejas, ambições, iniquidades, desavenças, improbidades, desigualdades, individualidade e, talvez o sentimento mais trágico e causador de todos esses males sociais, que é a “impunidade”.

            O que poderia realmente propiciar chamar 2017 de novo, seria ele vir cheio de oportunidades e chances para que se pudesse agir e reagir em favor de uma realidade menos promíscua e incensurável. Que gerasse novos meios de um ser humano se safar da pobreza, da fome, da seca e da injustiça social que trata a todos com indiferença e discriminação, e pior, até agora em 2016, se dizendo ser uma sociedade que luta pela desigualdade, que luta contra o preconceito e que vê todos esses problemas diminuindo, ao passo que os números das pesquisas e registros de apurações dão conta de que o que está havendo é o contrário. Já não bastasse a própria sociedade se descuidar de si própria, deixando seus integrantes à deriva, está ela deflagrando a destruição do seu próprio habitat, detonando o meio ambiente e congestionando os caminhos naturais do processo que chamam de “auto sustentabilidade”, como se estivesse causando uma “trombose” nas principais veias do planeta.

            O novo ano teria que ser diferentemente restaurador e gerador de novas medidas de contenção da infâmia, dos abusos seculares do poder, da impossibilidade de prosperidade de muitos injustiçados pela sociedade e também gerador de medidas de contenção para a impunidade. E para isso, seria necessário nascer um novo ano, sem o continuísmo dos anos passados, um novo ano voltado para uma crença edificadora e construtiva a tal ponto, que a sociedade se transformasse em um “conjunto de pessoas”, todas com as mesmas condições de sobrevivência e com as mesmas chances de evoluírem.

            Mesmo que de forma utópica, mas é o ano que todos gostariam de ver nascer em primeiro de janeiro, de todos os janeiros, para todas as pessoas, para todas gerações, para todas raças, para todos credos, menos para o estilo de governança que atua em todos os países. Que 2017 surja de forma cruel para os vilões, para os corruptos políticos e sociais, transformando suas mentes e apagando suas maliciosas vontades, tornando-os então, promovedores dessa nova sociedade que se almeja ter e ser.

ENSINO OU EDUCAÇÃO



Mesmo contrariados os pais acabam fazendo as vontades dos filhos, deixando-os decidirem e escolherem tudo, tudo que na verdade deveria ser estipulado pelos pais, e não pelas crianças.
  



            Uma das graves mudanças no relacionamento entre pais e filhos é sem dúvida o fato de se extinguir os limites das crianças e jovens, colocando-as em posições, nas quais, sentem-se donos do mundo, aflorando o ideal do egocentrismo, que são elas, as crianças, o centro de todas as atenções, mas, atenções voltadas para sua autossatisfação.  Com isso os pais satisfazem aos filhos em tudo, incluindo nas preferências e escolhas, nos posicionamentos e decisões.
            Em decorrência desse tipo de educação vivida em casa, na família, as crianças e jovens vão para a sociedade com conceitos formados em cima de incorreções que se transformam em problemas de relacionamento, pois, elas se defrontam com outras crianças com o mesmo tipo de pensamento egocêntrico de querer, ser e fazer tudo que acha mais conveniente para si. E aí tem-se as infrações constantes dos jovens que desrespeitam as normas, regras, tabus, leis e os “Limites Sociais”.
            No rol de amizades, dentre os amigos, tem-se total desrespeito entre eles porque acham que para ser uma pessoa legal, precisam “zoar” com os outros, precisam fazer tudo que os outros fazem, ou mais, e ultrapassam os limites vigiados pelos adultos. Com os colegas estão sempre praticando ou sendo vítimas de bullying.
            Quando chegam no ambiente escolar, acham que, e estão, sob a proteção dos pais, e agem como se pudessem fazer tudo o que querem, demonstrando total desrespeito para com os adultos que lhes cobram o cumprimento das regras, e para com as próprias regras, e o pior, é que  vão para a escola sem a real noção da importância dos estudos para suas vidas. Os pais ensinam apenas que eles são obrigados a ir para a escola, mas não justificam com clareza e eficiência o real motivo de estudar. E essa noção tem que ser adquirida através dos pais que, hoje, infelizmente, priorizam a estimulação do lúdico, na intenção de fazer valer a teoria de que “criança tem é que brincar”, e mesmo as obrigações e deveres mais simples e normais não são cobrados como se deve. As atividades escolares, por exemplo, como deveres de casa, a criança faz se ela realmente quiser fazer, pois não há a devida cobrança, isso, por vários e vários fatores. É plausível pois, parabenizar àqueles pais que mesmo com todas adversidades, ainda conseguem acompanhar mais de perto a vida dos filhos, dando-lhes o suporte suficiente para que eles assumam as responsabilidades que, mesmo sendo menores, têm que ter.

Educação e Religião



Traduzindo educação em escolas e religião em igrejas, são as grandes responsáveis pela socialização urgente que todos precisam. E quanto mais... melhor!



 




            A grande relação das duas áreas culturais está nos “Limites Sociais” que ambas impõem, norteando objetivos positivos e com o mesmo valor crítico em relação à postura do ser humano. A educação, quando adquirida, absorvida e colocada em prática, direciona a pessoa a uma conduta “policiada”, ou seja, um comportamento sempre avaliado nos quesitos de certo e errado. O mesmo acontece com a religião, quando assimilada e respeitada, coloca o ser humano em condições de valorizar  a vida cuidando do seu bem estar, e, principalmente, olhando com mais carinho as outras pessoas ao seu redor. O que acontece também com a educação que faz o indivíduo ter uma visão mais ampla de mundo, de grupo social.


            Se a educação e religião vão bem, logicamente a felicidade será maior e o grau de superação surpreendente, favorecendo para que as pessoas tenham um melhor relacionamento e com isso, uma sociedade mais coerente e justa, mantendo-se, pois, um equilíbrio que aos poucos vem desaparecendo com o individualismo e a globalização, que é a autossustentabilidade funcional, ou seja, a geração de oportunidades para que todos trabalhem e tenham seu sustento através de seu próprio suor.
            Pode-se concluir através dessas premissas que quanto mais escolas e igrejas, melhor serão as chances das pessoas que habitam esse planeta terra sobreviverem e viverem em melhores condições. As escolas e as igrejas estão agora, ambas, trabalhando nesse sentido, conscientizando a todos quanto à necessidade da autossustentabilidade em todos setores da sociedade.